Conteúdos

Símbolos da Advocacia e seus significados

Símbolos da advocacia: balança, martelo, justiça

O Direito é uma das profissões mais antigas do mundo, pesquisadores têm diferentes pontos de vista sobre o início exato da profissão, desde uma teoria que coloca o primeiro homem do mundo como primeiro advogado sendo aquele que defendeu seus semelhantes contra injustiça e violência até teorias ligadas ao sistema judiciário Grego e Demóstenes, também conhecido como o primeiro orador jurídico de Atenas.

Com isso percebe-se que a advocacia é um campo repleto de história e é aí que entram os símbolos na advocacia, signos capazes de representar momentos históricos que são relevantes para a profissão e que foram disseminados ao longo dos anos como representações gráficas do Direito em todo o mundo.

Nesse conteúdo apresentamos 12 símbolos da advocacia e seus significados, um complemento fundamental para os advogados que procuram criar uma identidade visual relevantes para o site do escritório de advocacia. Um item fundamental na estratégia de marketing jurídico digital!

Símbolos da advocacia: o que significam?

  1. A Balança

Um dos elementos mais representados no mundo jurídico, a balança traz um simbolismo de nivelamento das partes envolvidas e é atribuída ao significado de justiça, representando o equilíbrio e a ponderação. A imagem da balança é atribuída à equivalência entre o castigo e a culpa, que deve ocorrer durante um julgamento, onde é exigida uma postura correta e ética de todo o corpo jurídico.

A origem desse símbolo remete ao deus egípcio Osíris, que era responsável por julgar o destino dos mortais já falecidos pesando seus corações com a ajuda de uma balança na presença da deusa da justiça, chamada Maat.

  1. A venda dos olhos ou a cegueira

Tida como um sinal de imparcialidade, a venda retrata, de forma mais ampla, o abandono ao destino e a desconsideração pelo mundo exterior. A deusa da justiça era regularmente caracterizada como cega ou portando uma venda, simbolizando a deliberação e tomada de decisões sem críticas pessoais e de forma igualitária às partes envolvidas no processo. A ausência de visão era entendida como algo que permitia vislumbrar segredos que eram reservados apenas aos deuses.

  1. O martelo de madeira

O famoso martelo, feito de madeira e utilizado por juízes para impor ordem e proferir a palavra final, carrega consigo um significado de alerta e exige respeito e silêncio perante o julgamento. De origem controversa, a procedência do martelo, também referido como malhete, se divide em duas principais narrativas: uma referente ao deus grego Hefesto, também conhecido como ferreiro divino, intitulado divindade do fogo, dos metais e da metalurgia, e outra relacionada à sacerdotes judeus e cristãos, que utilizavam uma espécie de cajado com a finalidade de chamar a atenção durante assembleias. Há ainda uma terceira vertente que afirma a origem do martelo deu-se por meio do deus nórdico Thor, que dispunha de um martelo mitológico chamado Mjollnir. No Brasil, o martelo nunca foi usado, e sua função foi atribuída à uma espécie de campainha.

  1. A Espada

Simbolizando o poder, que pode ser tanto de destruição (que leva o Direito a se posicionar contra a injustiça e a ignorância) quanto de construção (que representa uma ferramenta para estabelecer e manter a paz e a justiça) a punição e a força do Direito, a espada representa o objeto usado para defender as leis e punir os injustos. 

Quando retratada nas mãos de alguém, invoca o significado de justiça em ação e o uso de sua força para impor a lei, mas já quando evidenciada apoiada no colo, expressa a existência de um poder de imposição que pode ser usado pela justiça quando há necessidade. Nas palavras de Becker (1999) “é a força máxima para punir o culpado e perdoar o inocente”

  1. A deusa Themis ou Têmis

Proveniente da mitologia grega, a deusa Themis é filha de Urano (céu) e Gaia (terra), simbolizando a personificação da justiça. A deusa é geralmente retratada cega ou vendada, uma analogia à igualdade de todos os envolvidos em um processo e à objetividade em suas tomadas de decisão, exibindo uma balança, que é a representação do bom senso e equilíbrio, uma espada, e refletindo a potência de suas decisões, mas também pode ser caracterizada sem a venda nos olhos, com o objetivo de mostrar a importância de não deixar passar nenhuma minúcia para que o julgamento se suceda de maneira equilibrada.

  1. A Coruja

Conhecida como símbolo de sabedoria e inteligência e diretamente ligada à deusa grega da sabedoria, Atena (também conhecida como Minerva para os romanos), por possuir uma ave dessas como animal de estimação. 

A coruja de Atena era conhecida como uma espécie de oráculo por possuir certa aptidão para desvendar os segredos da noite. Já a deusa, associada também à ideia de sagacidade, deu origem à expressão “voto de Minerva”, comumente usada para se referir a um voto de desempate, ao decidir pela inocência do réu Orestes, após um empate na deliberação pela culpa ou absolvição do mesmo, filho do rei Agaménon e da rainha Clitemnestra, acusado de matar a mãe do amante de Clitemnestra.

  1. A Beca

A beca é, essencialmente, uma veste talar preta, que vai do pescoço aos pés e que se assemelha a uma capa, tendo sua origem nos trajes sacerdotais da Roma antiga, e usada pelos catedráticos, magistrados, e em algumas ocasiões, pelos advogados. 

Seu simbolismo carregado remete ao ato de trabalhar de forma honrada, meritória e decorosa, em defesa do direito e da justiça. Uma das funções da beca é lembrar o advogado de seu juramento de compromisso com a justiça, representando a tradição e o prestígio da profissão e despertando um sentimento de respeito solene pelo povo. 

  1. O trono

O trono tem como função universal o suporte da glória, do poder, da manifestação da grandeza humana e das Instituições, e é onde se concentra o poder de decidir, de ordenar e de julgar. Segundo Chevalier e Gheerbrant (2002), é um lugar de concentração do poder de quem nele se assenta. Tendo seu significado de assento da autoridade governamental ou a autoridade régia e a própria soberania um pouco menos conhecido, o trono é a representação da justiça e direito, sendo seu assento uma posição honrosa, por vezes empregada como símbolo da advocacia.

  1. O Crucifixo

Visto com frequência pendurado nas paredes de tribunais, plenários do júri e escritórios de advocacia, o crucifixo traz consigo uma simbologia que muitas vezes provoca confusão, pois ultrapassa seu significado religioso. 

A cruz, utilizada nesse contexto, invoca a memória de um erro do judiciário cometido há milênios, quando o julgador político Pôncio Pilatos entregou o réu, sem prova alguma, à população de Israel, culminando na crucificação de um inocente. 

Assim, o crucifixo serve de alerta ao corpo de jurados, para lembrá-los de guiar suas decisões e deliberações de forma a consolidar e solidificar o compromisso com um julgamento verdadeiramente justo.

  1. A Pena e livros

Constantemente tidos erroneamente como símbolos da advocacia, a pena e livros não tem relação direta com a profissão. Com um significado nada excepcional, esses objetos remetem, no caso da pena e papel, que eram antigos instrumentos de trabalho dos advogados, à validade dos veredictos e ao exercício de escrever defesas, petições e argumentos para garantir o direito de uma pessoa ou entidade. Já os livros, simbolizam o registro e consolidação das leis.

  1. Astreia ou Astréa

Identificada em múltiplas ocasiões como a justiça, a filha de Zeus e Themis, também conhecida como Diké, era caracterizada, segundo vários autores incluindo Grimal (1997), por espalhar entre os homens os sentimentos de justiça e virtude no tempo da Idade de Ouro. 

Diz-se que a divindade, cujo nome significa “donzela ou virgem das estrelas”, trazia inúmeros ensinamentos à humanidade, como a caça e o plantio. Porém, após o mal se espalhar pelo mundo e dar início ao declínio e corrupção da virtude humana, Astrea subiu de novo ao céu, com o intuito de evitar assistir o sofrimento iminente das próximas idades, e tomando a forma da constelação de Virgem.

  1. Santo Ivo

Portando o título de patrono dos advogados, Santo Ivo tem seu dia comemorado em 19 de maio, quando, há mais de 6 séculos, foi “inscrito no Catálogo dos Santos da Igreja como Patrono dos Advogados e Defensores” pelo Papa Clemente VI. 

Seu nome verdadeiro era Yves Hélory, francês de descendência nobre e bacharel em Direito Civil que dedicou sua vida à defesa dos necessitados e oprimidos. Por sua atuação, recebeu o título de advogado dos pobres, e até hoje muitos conferem a ele a inspiração para criar instituições tais como a Defensoria Pública, pois em seu tempo o francês altruísta construiu um hospital com o objetivo de cuidar pessoalmente dos menos favorecidos, além de trabalhar como conselheiro jurídico e juiz eclesiástico. 

Após dedicar oito anos ao estudo profundo das Escrituras, novo e velho testamento, Yves se torna franciscano, doando todos os seus pertences e objetos pessoais aos pobres para aderir por completo à vida ascética e fraterna franciscana, e estabeleceu um escritório para atender os pobres e desamparados.

Agora que você já conhece os símbolos da advocacia fica mais fácil escolher elementos visuais e gráficos para desenvolver a identidade visual de um site de advogado profissional. Esse é o primeiro passo para uma estratégia de marketing jurídico digital de sucesso.

A 3MIND oferece um curso de Marketing Jurídico com os conceitos básicos que todo advogado deve conhecer antes de começar a divulgar seus serviços na internet. Isso porque é muito importante entender que marketing jurídico não é propaganda e que ele deve seguir as normas do Código de Ética da OAB mantendo a elegância de uma das profissões mais antigas de todos os tempos.

[mautic type="form" id="7"]

Receba conteúdos e estratégias atualizadas de Marketing Jurídico gratuitamente!

Sobre o autor
Compartilhe
Oi, Dúvidas sobre Marketing Jurídico?
Suporte 3MIND
Olá, como está?
É um prazer falar com você!!
Qual é sua dúvida?