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Os limites da publicidade na Advocacia

Advogada lendo em Tablet sobre limites da publicidade

Como especialistas em marketing jurídico participamos da audiência pública da OAB sobre os novos caminhos da publicidade na advocacia inseridos no código de ética dos advogados. Trazemos aqui algumas informações compartilhadas pelo Dr. Ari Neto, membro do conselho que está responsável por tornar o código de ética da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) mais claro com relação aos limites da publicidade.

Atualmente percebe-se muita dificuldade, principalmente para advogados recém-formados, em começarem estratégias de marketing jurídico dentro dos parâmetros permitidos pelo código de ética da OAB. A proposta desta consulta pública aos Advogados é deixar mais claro o que de fato PODE fazer, ao invés de abordar apenas o que NÃO PODE, evitando a dupla interpretação e as punições previstas no código.

A tecnologia mudou completamente desde que o código de ética e os limites da publicidade para advogados foram definidos, por isso muito em breve teremos novidades quanto aos novo entendimento da OAB sobre os limites na publicidade.

Com relação às redes sociais, não é mais possível proibir que o advogado esteja presente nesta plataforma. Por isso, para estar lá é preciso estar atento para não infringir  dois pilares básicos do código de ética: banalização (publicações que ofendam a classe de advogados) e mercantilização dos serviços do advogado (jamais tornar público o preço dos seus honorários).

Como saber se estou banalizando ou mercantilizando a advocacia nas redes sociais?

A banalização da advocacia se dá quando o conteúdo compartilhado não é profissional e com o intuito de atingir o público do escritório acaba tornando a advocacia algo banal, retirando a seriedade e ética necessários para a área. Um exemplo prático é um vídeo que viralizou na internet onde o advogado desenvolve um material quase cômico para apresentar serviços do direito previdenciário.

Já a mercantilização é mais fácil de entender, uma vez que não é tão interpretativa. Ela se dá quando o advogado deixa explícita sua vontade de vender um serviço por meio do conteúdo compartilhado. Ou seja, ele não presta um serviço para o usuário, mas avisa que pode resolver um problema jurídico perante pagamento ou incita o usuário a entrar na justiça. Isso é proibido!

Publicidade x Propaganda, qual é a diferença? 

Outra questão importante para iniciar uma estratégia de marketing jurídico para o escritório de advocacia é entender a diferença de forma simplificada entre publicidade e propaganda.

  • Publicidade: a publicidade está regulamentada no código de ética da OAB. Isso porque ele permite a publicação de um conteúdo consultivo e explicativo, que será propagado organicamente pelo algoritmo das redes sociais ou do próprio Google, sem que o advogado tenha que pagar por isso. Em outras palavras, publicidade perante a OAB é o ato de tornar público.
  • Propaganda: Simplificando o entendimento frente ao código, a propaganda é entendida quando houver o pagamento para veiculação de um determinada publicação ou qualquer outra forma de divulgação do seu escritório.

SEJA CONSULTIVO E ORIENTATIVO

Para ajudar os advogados que estão começando planejamentos de marketing jurídico, a melhor dica que sempre vai manter o seu escritório adequado às premissas do código de ética da OAB, é desenvolver somente conteúdos consultivos e/ou orientativos.

Como fazer um conteúdo consultivo e/ou orientativo?

Evite falar sobre si mesmo. Quais as suas especialidades, formação, prêmios. Isso não é interessante para o usuário e não é vista com bons olhos pela OAB.

Lembre-se: ser interessante é entregar uma informação de valor para o usuário, demonstrando com isso a autoridade do escritório de advocacia naquele tema ou problema a ser resolvido judicialmente.

Ao contrário de ser interesseiro, que é entregar uma informação sobre o escritório, como premiações, por exemplo e com isso tentar vender um serviço.

Veja também como divulgar cases de sucesso do escritório de advocacia sem ferir o código de ética da OAB.

Na 3MIND, buscamos entender o que as pessoas estão procurando nas diferentes áreas da advocacia, e em cima dessa pesquisa produzimos um conteúdo que sane a dúvida dos usuários e resolva o seu problema,  ressaltando o conhecimento do escritório sobre o tema. Outro pilar importante da Advocacia consultiva e orientativa, ocorre através da resposta de comentários e dúvidas dos usuários, construindo por consequência da sua frequência de publicações, autoridade digital e novos relacionamentos com potenciais clientes.

Por fim é importante destacar que quando você fala só de você ou do seu escritório, não gera empatia, e não aproxima o público-alvo para iniciar um relacionamento. Mas quando você responde o que o usuário está buscando você conquista um fã, e isso vale ouro na internet e é o início de qualquer estratégia bem sucedida de marketing jurídico.

Ficou com alguma dúvida sobre os limites da publicidade no marketing jurídico? Manda sua dúvida pra gente que teremos prazer em responder!

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