Growth Hacking para advogados: como usar a técnica das startups?

Growth Hacking para advogados

Neste nosso “mundo moderno do empreendedorismo”, é comum de tempos em tempos surgirem novos termos que nos indagam sobre o seu significado, e a denominada estratégia Growth Hacking é mais uma daquelas que merece um breve estudo para entender na prática o seu significado. Fato é que muitos deles não são nada “novos”, mas sim teorias ou métodos antigos que ganharam relevância em função da disseminação pelos influenciadores digitais e técnicas de marketing digital.

Curioso que sou, não poderia deixar de conferir esta evolução no Google Trends que compartilho abaixo:

Google Trends

O termo Growth Hacking foi idealizado em 2010 pelo empreendedor Sean Ellis. Além do site Growth Hackers, ele escreveu um ótimo livro com o mesmo termo, mas caso não esteja no seu radar lê-lo neste momento, recomendo ouvir um Podcast recém-publicado pelos nossos amigos do Resumo Cast, episódio nº 110.

Na tradução literal, Growth significa crescimento, e “Hacking” quando acompanhada de algum termo relacionado a tecnologia, ganha a conotação de “modificar” um determinado software com o objetivo de otimizar o crescimento do negócio, independentemente do seu objetivo final -> vender, otimizar a comunicação, aperfeiçoar um processo, etc.

Mas afinal, como aplicar estratégias de Growth Hacking em meu negócio?

Antes de pensarmos na execução, é importante ter em mente que você só atingirá resultados com as ações de Growth Hacking, se conseguir coletar os dados apropriados e principalmente, criar a cultura de analisar as informações de forma macro analítica, ou seja, por um período pré-definido e por um número significativo de usuários/clientes. Para facilitar o entendimento da estratégia, vamos simular um cenário tomando como base um Restaurante (ou qualquer outra variação de Food Service):

Tarefa 1 – “estratégia para mapear sua base de clientes” -> comece criando uma simples fichaque poderá chamá-la de “cadastro de fidelidade ou clube de benefícios” (existem vários termos possíveis, o importante é pensar em uma opção que desperte o interesse do cliente em preencher). Outra dica válida é estimular o preenchimento através de algum benefício, exemplo -> café cortesiadesconto na conta, programa de pontos, sobremesa por conta da casa, etc., a criatividade e a análise do que é possível oferecer é contigo, se necessário, análise a forma de abordagem dos seus concorrentes ou empresas que você considera “referência em atendimento”.

Tarefa 2 – “faça as perguntas certas” -> reúna sua equipe focando principalmente nas pessoas que atendem seus clientes (eles têm as informações mais valiosas sobre o coração do seu negócio). Faça uma espécie de brainstorming rápido, levantando o máximo de informações que eles consideram “críticas ou dúvidas recorrentes”. Após uma “tempestade” de ideias, tente agrupá-las para que o mínimo de perguntas sejam incluídas (a grande maioria não terá paciência para responder um número elevado de questões). Uma dica importante, gosto de inserir em minhas fichas de cadastro a informação relacionada ao tempo de preenchimento (ver exemplo abaixo), a informação “1 minuto” elimina a sensação de que será demorado preencher o questionário.

Tarefa 3 – “lance as informações em uma planilha ou ERP/CRM” -> dependendo do seu volume de clientes, o ideal é que o levantamento de informações se estenda pelo tempo médio de recorrência (retorno), ou seja, se o seu restaurante é do tipo “buffet para almoço” que a grande maioria retorna de 2 à 3 vezes por semana, em apenas 7 dias provavelmente já terá obtido informações relevantes de 80% da sua base (já é suficiente para análise). Lance as informações em uma planilha ou o CRM/ERP de sua preferência, o importante é que possamos analisar os dados e principalmente, cruzar as informações com outros fatores importantes do seu negócio (exemplo -> registrar a data de preenchimento da ficha para analisarmos qual era o cardápio naquele dia, quem era o time de atendimento, promoções vigentes, fatores relacionados até mesmo ao clima e outras inúmeras avaliações subjetivas poderemos utilizar).

Para facilitar a criação da sua ficha, segue um exemplo abaixo:

Cadastro Fidelidade

Utilizei o exemplo de um restaurante que temos contato “físico” com o cliente, porém, em qualquer negócio é possível estimular o levantamento de informações. Uma dica para empresas que não guardam semelhança, é utilizar aplicativos gratuitos que permitem o envio de formulários por e-mail ou através de um simples link pelo WhatsApp. Sugiro as versões do Google ou do Typeform, pesquise as diferenças e coloque a mão na massa, o importante é dar o primeiro passo. Mas lembre-se, oferecer algo em troca é sempre mais fácil de conseguir as informações 

Este é o primeiro conteúdo de inúmeros que farei especialmente sobre Growth Hacking, e “levantar” as informações é mais do que primordial para executar qualquer estratégia, sem elas você simplesmente estará “dando tiro” no escuro. Comece dando o primeiro passo e fique ligado nos próximos dias, a 2ª matéria/missão será analisar os dados obtidos para iniciar a execução da estratégia mais apropriada.

Conte comigo, um forte abraço!

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