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Faculdade de Direito ainda vale a pena

Professor e alunos na faculdade de direito, será que ainda vale a pena?

A hora de escolher o curso a ser realizado, a profissão a ser seguida, a instituição que será o novo segundo lar é sempre muito preocupante, afinal de contas, todos esperam obter sucesso em suas empreitadas, mas não há muita garantia disso quando estamos de frente a essas escolhas inevitáveis.

Antes de mais nada, importante destacar que cada pessoa possui uma história, um arsenal de experiências e expectativas que precisam ser respeitadas e levadas em consideração no momento de escolher qual profissão e curso investir.

Vamos explicar um pouco mais sobre o curso de direito, escolha de muitas pessoas nos dias de hoje, e analisar se esse curso ainda é uma boa opção de ser investida.

O que se estuda na Faculdade de Direito?

A nossa sociedade está organizada segundo a separação de três poderes essenciais, poder legislativo, poder executivo e poder judiciário. Essa divisão é necessária para dar autonomia a cada uma dessas áreas e organizar as questões fundamentais da vida em sociedade.

Para tanto, nós possuímos um ordenamento jurídico próprio, que nada mais é que um conjunto de legislações que compõem um todo coeso, servindo de parâmetro para a sociedade sobre o que é “certo” ou “errado” em sentido legal, orientando as demais nuances do convívio social, das relações patrimoniais, etc.

O direito se ocupa de analisar e compreender esse ordenamento jurídico, estudando todo o conglomerado de leis e sua forma de aplicação, nas mais diversas áreas possíveis, além de analisar as mais diferentes formas de solução de conflitos, seja judicial ou extrajudicial.

Mas nem só de matérias dogmáticas é feito o curso, os alunos precisam cursar também disciplinas propedêuticas, tais como sociologia, filosofia, história do direito, ciência política, entre outras.  

Disciplinas das faculdades de Direito

A grade curricular do curso de direito é bem diversificada, tendo em vista que é preciso dar, pelo menos, um panorama geral de todos as temáticas aos alunos, sendo possível que se ocupem de aprofundar os temas que tiverem mais interesse em outras atividades, como os grupos de pesquisa e extensão, ou até mesmo matérias específicas a serem escolhidas como optativas.

Com isso, o aluno irá se deparar nos primeiros semestres com matérias mais gerais e essenciais para desenvolver um pensamento mais crítico, encontramos disciplinas como teoria do direito, sociologia, filosofia, ética, antropologia e algumas matérias mais “técnicas”, o início delas.

Assim, inicia-se o estudo do direito civil e do direito penal, matérias que ocupam grande parte da grade curricular dos alunos de direito – podemos inserir aqui as áreas de direito das obrigações, contratos, empresarial, família, sucessões, processo civil e penal e a teoria geral dessas áreas –, seguido de direito constitucional e administrativo, essenciais para o desenvolvimento dos bacharéis, bem como direito do trabalho, direito previdenciário, direito tributário, direito do consumidor e matérias específicas de prática jurídica e laboratório.

É possível que as instituições inovem e ofereçam matérias extras – tais como direito imobiliário, direito das startups, direitos dos animais etc. – mas é preciso se atentar ao currículo obrigatório do curso, sendo impossível deixar de oferecer determinadas matérias.

Áreas do Direito

As áreas do direito para atuação dos profissionais estão em constante atualização e isso se deve ao fato de que a sociedade está sempre em mudança e o direito precisa acompanhar essas novidades sociais. No entanto, grande parte dos profissionais ainda atuam em áreas mais “antigas” e conhecidas das pessoas, tendo em vista a alta demanda nestes setores.

Vamos então dar uma revisada geral nas principais áreas de atuação.

Direito Civil

É a área jurídica hoje com maior demanda no mercado, tendo em vista que engloba uma série de “sub-áreas”. Nesse cenário podemos incluir disputas por bens particulares, indenizações por dano moral, por dano material, relação entre credores e devedores, posse e propriedade de imóveis, entre uma série de outras questões que englobam áreas menores do direito, mas com estreita ligação com a área principal.

Direito Penal

Umas das áreas de maior relevância no direito brasileiro, visto que há necessidade de atuar com um bem muito precioso ao cidadão, a liberdade de locomoção. É preciso que o profissional tenha pleno domínio tanto do Código Penal, quanto do Código de Processo Penal, tendo em vista que essa área do direito possui um processo próprio e distinto.

Direito Previdenciário

A área do direito focada nos benefícios previdenciários dos segurados do INSS ganhou destaque no último ano. Isso porque a Reforma da Previdência entrou em vigor em novembro de 2019, exigindo uma rápida atualização desses profissionais, com o fim de garantir os direitos dos segurados frente a nova legislação.  

Direito do Trabalho

A reforma trabalhista ocorrida em 2017 ainda tem rendido frutos, deixando o direito do trabalho sempre em alta. Esse ramo do direito visa garantir os direitos trabalhistas dos profissionais do mercado, bem como gerir as relações de trabalho entre empregador e empregado.

Direito de família

Um dos ramos que sempre tem demanda, pela própria natureza das relações familiares. O direito de família envolve questões muito sensíveis aos seres humanos: as relações afetivas. Os profissionais que atuam nessa área são também chamados de artesãos, tendo em vista que a prestação de serviços costuma ser muito personalizada, de acordo com os arranjos familiares.

Direito Empresarial

Inserido muitas vezes dentro do direito civil, como uma subárea, o direito empresarial engloba todas as questões atinentes à constituição e funcionamento das empresas. Exige do profissional um posicionamento mais de empresário, com linguagem facilitada e bom relacionamento com os clientes.

Direito do Consumidor

Envolve questões relacionadas às relações de consumo dos clientes, gerindo conflitos entre fornecedor e consumidor de produtos e serviços.

Direito Tributário

As reclamações a respeito da alta carga tributária no Brasil são constantes, tanto daqueles que são leigos no tema, quanto dos que se ocupam do assunto. Com isso, os profissionais que atuam nesse ramo precisam estar sempre atentos às novidades jurídicas e as demandas dos seus clientes, pois o tema costuma demandar estudo e atualização constante. Apesar da dificuldade do tema, a área de direito tributária é muito promissora.

Direito administrativo

Se ocupando de temas como licitações, parcerias entre o setor público e privado, gestão e contratação dos órgãos públicos, entre outros tantos temas, o direito administrativo tem uma atuação muito ampla.

Opções para o advogado formado

Uma das grandes vantagens de cursar direito, sem sombra de dúvidas, é o leque de opções para exercer uma profissão depois de formado.

Autônomo

É aquele profissional que decide trabalhar sozinho, sem vínculo empregatício com terceiros. Por certo que é possível fechar parcerias para atuação conjunta em alguns processos, mas o dia a dia de trabalho costuma ser como advogado independente. Nesse cenário, o profissional precisa lidar com bem mais do que só advogar, é preciso gerir a própria carreira e montar sua carteira de clientes. Atividades como gestão do escritório, dos clientes, contabilidade e demais questões que envolvem a administração de um negócio costumam ser necessárias.

Concursado

Não é novidade para ninguém que os famigerados concursos costumam ser muito concorridos e com uma dificuldade acima da média. Essa questão deve ser levada em consideração por aqueles que optarem seguir por esse caminho, a média de estudos para aprovação costuma ser de 3 anos, com uma carga horária diária de estudos bem alta. Importante destacar que o bacharel em direito não precisa fazer concurso especificamente para uma área jurídica. É bom possível que o profissional opte por um concurso que exija apenas uma formação em ensino superior, com atuação em um mercado um pouco distinto do habitual jurídico. No entanto, na área jurídica temos opções bem promissoras.

Defensoria

A atuação do defensor público muito se assemelha ao do advogado, a diferença é que os casos são trazidos até ele e a remuneração é de responsabilidade do Estado. As demandas envolvem pessoas com insuficiência de recursos, razão pela qual o defensor é remunerado pelo estado e não por seu “cliente”. A defensoria foi criada nos Estados para possibilitar o acesso à justiça daqueles que não podem arcar com custas processuais e honorários advocatícios. A defensoria pública ainda não é uma realidade em todos os estados brasileiros, apesar de muito necessária, o que não impede que o profissional opte pela realização do concurso público em outro estado.

Promotoria

Os promotores estão ligados ao Ministério Público, assim como os procuradores. O promotor de justiça pode assumir diferentes papéis, tudo irá depender da área do direito que esse profissional irá atuar. Na área do direito penal, por exemplo, o Ministério Público será o responsável por formalizar a denúncia contra o acusado, fazendo as vezes do Estado para a proteção da população. Tarefa muita distinta do promotor que trabalha na área do direito de família, por exemplo, que atuará como custos legis, agindo como um fiscal da lei e garantindo a assistência aos menores e idosos.

Procuradoria

Os procuradores também mantêm vínculo com o Ministério Público, sendo seus representantes nas demandas jurídicas. A diferença aqui é que o procurador de justiça atua nas demandas superiores de jurisdição, diferente dos promotores que atuam no 1ª grau de jurisdição. O ingresso nessa profissão também pressupõe aprovação em concurso público, bem como promoção interna no MP.

Magistratura

A magistratura é, sem sombra de dúvidas, uma das profissões mais cobiçadas pelos bacharéis em direito, o que explica a alta concorrência nos concursos públicos. O juiz será o responsável por decidir as demandas jurídicas, independente da área que estejamos nos referindo, tarefa que exige muita capacitação e atualização constante. Os profissionais podem optar pelo concurso público para juiz estadual ou juiz federal.

Delegacia

O profissional delegado também precisa se submeter ao concurso público e possuir formação em direito. A atuação dos delegados é diretamente nas delegacias que transitam nas mais diversas áreas, conduzindo investigações criminais, desde a delegacia de furtos e roubos até a delegacia de defesa dos animais. Diferente das demais áreas, quando do concurso público os bacharéis precisam se submeter a provas físicas que atestam o condicionamento compatível com a profissão.

Diplomacia

O diplomata mantém vínculo com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), sendo que o concurso para diplomacia é considerado o mais difícil do país. A função do diplomata é representar o Brasil na comunidade internacional, negociando acordos e tratados e sendo o representante legal brasileiro em outros países.

Assessor em todas as áreas

É preciso considerar que todos os profissionais citados acima, precisam do auxílio de outros profissionais. Os assessores desenvolvem um papel fundamental no setor público, dando o suporte técnico aos demais profissionais.

Área acadêmica

Muito se engana quem acredita que a área acadêmica se resume a dar aulas, além de professores, podemos citar os pesquisadores e outros profissionais que se ocupam de prestar auxílio a área.

Professor

Nessa categoria, podemos incluir tanto profissionais que atuam no setor privado, como os que atuam no setor público, tudo dependerá da instituição em que o professor atuará. Para atuar no ensino superior, muitas vezes é necessário um plus na formação, como um mestrado ou doutorado, o que nos leva para mais um campo de atuação, a pesquisa.

Pesquisa

É bem possível que durante a graduação, ou após ela, o profissional acabe se interessando pela pesquisa, área que encontra alguns desafios no momento. É possível que os pesquisadores recebem bolsas de estudos para se dedicar apenas a pesquisa, mas uma parcela de profissionais ainda precisa equilibrar a atividade de pesquisa com outras que lhe garantem renda. Tanto o mestrado, quanto o doutorado exigem muito dos pesquisadores, são horas de leitura, de discussão em grupos de pesquisa, de coleta de informações, de produção científica, para garantir os títulos de mestre e doutor(a), respectivamente.

Programas de mentoria

Se o profissional se interessar em algo relacionado a construção de novos profissionais, pode optar ainda pela realização de mentoria, que nada mais é que prestar auxílio a novos profissionais a respeito de alguma áreas do mercado. Essa costuma ser uma área explorada por profissionais que tem muito tempo de mercado, e muita experiência a ser compartilhada. 

Vantagens de fazer uma faculdade de direito

Como já destacado brevemente, uma das grandes vantagens de se cursar direito é que o profissional terá uma área de atuação gigantesca, podendo atuar nos mais diversos segmentos.

Muito se engana quem acredita que quem cursa direito pode ser apenas advogado, tendo em vista que essa é apenas uma das diversas opções do bacharel em direito.

Nesse cenário, é possível trocar a área de atuação caso o mercado esteja difícil ou haja afinidade com outro ramo, ou até mesmo trocar de profissão. Além disso, é praticamente impossível enumerar as vantagens de conhecer seus direitos e saber exatamente como pleiteá-los.

Não obstante, é possível utilizar a faculdade de direito em outras profissões, tendo em vista que o conteúdo programático é amplo e engloba uma série de questões muito relevantes, como a diplomacia.

Desvantagens de fazer uma faculdade de direito

Para quem pretende atuar em alguns ramos, o mercado de trabalho está bem difícil, tendo em vista a quantidade absurda de profissionais atuando nos dias de hoje. Apenas para fins de curiosidade, o número de advogados no Brasil já passa de 1 milhão, o que mostra que o mercado está com um número excessivo de profissionais.

Não bastasse isso, o Brasil é o país que conta com o maior número de cursos de direito no mundo – passando de 1 mil – o que indica que teremos a cada ano uma quantidade ainda maior de profissionais se formando.

Além disso, é preciso considerar que nem todas as instituições oferecem um ensino de qualidade e com tantas opções no mercado é possível que o aluno acabe optando por um ensino mediano, sem se dar conta disso.

Além da faculdade de direito, como escolher a especialização?

Ser um profissional “nichado” nos dias atuais é essencial para se destacar no mercado, tendo e vista a quantidade de profissionais atuando, é necessário um diferencial que lhe jogue luzes de destaque. Assim, é possível buscar no mercado de ensino instituições que oferecem cursos de especialização na área pretendida.

Um curso de pós graduação lato sensu tem um tempo de duração ligeiramente menor que a graduação e o aluno tem a possibilidade de aprofundar o conhecimento na sua área de interesse, tornando-se um especialista.

É possível atuar como um profissional generalista, mas as chances de ganhar notoriedade por determinada matéria e destaque são ligeiramente menores.

Com isso, o indicado é aproveitar o tempo de graduação para descobrir as áreas de afinidade, buscar estágio nessa área e ir conhecendo os ramos aos poucos, com o fim de descobrir qual o melhor nicho de atuação para se dedicar após a formatura.

Marketing jurídico e como captar clientes na advocacia

Dito isso, é certo que a decisão se vale ou não a pena cursar direito cabe a cada um, mas é preciso analisar bem o cenário e as opções do mercado, pois essa decisão pode ter um grande impacto na sua carreira lá na frente.

Se a opção for por cursar direito, nós temos boas notícias: é possível fazer a captação de clientes por meio do marketing jurídico, produzindo conteúdo na internet e criando autoridade em determinado tema.

Como se sabe, a mercantilização é proibida para os advogados, segundo o Código de Ética da OAB, então é preciso que o profissional lance mão de outras estratégias para ser visto pelos potenciais clientes e fazer seu negócio crescer.

É nesse cenário que apostamos no marketing jurídico, consistindo na produção de conteúdo de qualidade, com todas as informações necessárias para passar confiança ao cliente, sendo produzido com certa consistência, afinal de contas, de nada adianta produzir um conteúdo de vez em quando, sem comprometimento.

Além disso, é importante produzir um conteúdo interessante, analisando com cuidado quem é o público-alvo, quais são suas dores e dúvidas, focando nesses temas e gerando um maior engajamento na internet. É interessante se mostrar aberto a esclarecer as dúvidas e agir de forma responsável  e ética.

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