Consigo aparecer no topo do google sem produzir conteúdo?

Antes de explicar como, é importante que você entenda de forma simplificada a seguinte questão:

O Google Ads (plataforma para compra de palavras-chave), continua sendo a principal fonte de receita do Google.

Ok Guilherme, e o que isso quer dizer? O “carro-chefe” de qualquer negócio é geralmente o que recebe a maior atenção, certo? Pois bem, por conta disso, o Google está sempre otimizando a ferramenta e tornando-a cada dia mais eficaz aos anunciantes.

Entre as modificações que mais me chamam atenção, destaco o fato dos anúncios estarem cada dia mais discretos (ver print abaixo). Como comparativo, antigamente eles não tinham este branco de fundo na palavra anúncio, e também recebiam uma cor diferente para destacar o box.

As estatísticas de cliques nos anúncios x posições orgânicas (os 10 sites/links que não pagam para aparecer na 1ª página), era de que apenas 7% das pessoas clicavam nos anúncios contra 93% nos orgânicos.

Confesso que não encontrei uma fonte segura e atualizada para compartilhar a atualização dessa estatística de 7%, no entanto, posso garantir pra você que além do fato deste número ter aumentado expressivamente com as melhorias do Google, diversos anunciantes literalmente nadam de “braçada” por saberem criar anúncios que chamam a atenção e entregam assuntos que correspondem a pesquisa dos usuários (diga-se de passagem, um dos pontos cruciais em suas ações de marketing jurídico).

Tenha em mente que se você inserir uma chamada no anúncio que não corresponda com a expectativa do usuário ao acessar a página, além de uma redução na qualidade do seu anúncio pelo Google (influenciando na exibição e no valor que será cobrado), sua taxa de conversão em contatos efetivos certamente não justificará o investimento.

Mas afinal, como aparecer no topo sem esperar o resultado orgânico?

A chamada “sem produzir conteúdo” guarda relação com a questão orgânica, ou seja, para aparecer nas primeiras posições sem pagar ao Google, você teria que investir um bom tempo na produção de conteúdos sobre o assunto e nas diversas otimizações do seu site e outras ações chamadas “técnicas de SEO” (+ de 200 fatores), que geralmente levam meses ou até anos para surtirem efeito (a depender da competição pelos termos que você gostaria de aparecer).

O tempo para aparecer pode comprometer o “timing ideal” e, talvez na hora que você conseguir emplacar organicamente, já não fará mais sentido para o seu escritório. Veja este exemplo utilizando como referência um assunto em alta – tratamento de dados:


Observe que o escritório Machado Mayer aparece em uma posição orgânica, ou seja, quando não há remuneração ao Google. A estratégia que recomendamos é para viabilizar que o seu escritório apareça como opção para pessoas que estão procurando informações sobre o tema a partir da compra de palavras no Ads, porém, de forma que não se caracterize como “comercial”, exemplo:

Obviamente é importante que você conduza o usuário para uma página em que o conteúdo guarde relação com o título e também com os tópicos abordados nos demais escritórios que aparecem na primeira página (incluindo o Machado Meyer). Isso não apenas ajudará em uma eventual conversão em contato mas, principalmente, irá fortalecer a marca do seu escritório relacionado ao assunto.

Agora, pare por um instante e pense: quantos assuntos como este estão sendo pesquisados neste momento e que seriam interessante o seu escritório aparecer? Segundo o Google, são mais de 5 bilhões de buscas diárias.

Perceba que no anúncio de exemplo eu não mencionei palavras que caracterizam em nenhum momento uma relação comercial, ou seja, não recomendo:

Nome do seu escritório no anúncio;
Utilização das palavras advogado ou escritório; 
Chamadas para reunião ou agendamento;
Qualquer outra menção que não esteja focada em entregar informação relevante ao usuário. 


Observe este case do nosso cliente de Brasília Dr. Vinícius Tersi – Advogado Tributarista com ênfase em PF Internacional. O público dele é do tipo que consome conteúdos de valor antes de estabelecer o contato, justamente por isso levamos o usuário para um conteúdo impactante através de um “anúncio” descaracterizando a finalidade comercial, ou seja, o resultado acaba ocorrendo por consequência:


Neste caso, declaração de saída definitiva é apenas uma das inúmeras palavras que remetem as dores foco do público alvo do Dr. Vinícius Tersi.

No vídeo, exemplifico com mais propriedade os benefícios desta forma de divulgação e fortalecimento de branding para todos os portes de escritório:
 

Na 3MIND temos uma equipe de Gerente de Mídias especialistas em Google e Copywriting, são eles os responsáveis pelo mapeamento e criação destas ações inteligentes que conectam o público-alvo com os respectivos escritórios.

Deixe o seu comentário ou entre em contato enviando suas dúvidas sobre esta prática, terei o maior prazer em orientá-lo.

Abs.

Guilherme Barbosa
Especialista em Marketing Jurídico

O maior erro no marketing dos grandes escritórios.

Ao estudar a origem dos negócios gerados nos grandes escritórios, é evidente que a prospecção “fria” como fazemos para bancas de pequeno e médio porte, guardam uma relação quase insignificante com o resultado.

Em outras palavras, grandes escritórios como Machado Meyer, Siqueira Castro, Pinheiro Neto, e tantos outros, colhem negócios pelo que plantaram no passado e continuam fomentando no presente e, para muitos advogados iniciantes que acreditam que o resultado destes ocorre apenas pela força da marca, certamente desconhecem o poder do relacionamento que há décadas é responsável por separar os “homens dos meninos”.

Entre diversas origens de negócio, destaco as três que guardam relação com o pareto da grande maioria dos grandes escritórios:

Corpo jurídico nas grandes empresas ou posições de diretoria – indicação altamente influente; 

Escritórios parceiros – outros que não atuam na mesma área ou consideram o escritório especialista na matéria;

Colaboradores internos do próprio escritório – diretoria, advogados e afiliados em geral. 

Observe acima e responda a seguinte pergunta: qual das origens não necessitam de relacionamento como base principal para obter resultado? E se comunicação é a base, qual é a forma mais acessível e prática para mantê-la ativa? 

Não tenho dúvidas de que você sabe da importância do relacionamento, no entanto, minha intenção com este conteúdo é lembrá-lo das estatísticas e provocá-lo a enxergar se o comportamento do seu escritório está condizente com as boas práticas de comunicação institucional.

Algum destes “erros” lhe soa familiar?

1. Todos os meus clientes recebem o mesmo tipo de conteúdo, fazem parte de um mailing único, sem separação por tipo de indústria e práticas de mercado.

2. Produzimos conteúdos/newsletter com base no que queremos promover no escritório, e não necessariamente no interesse dos meus clientes, não há este contato proativo para identificação das “dores”.

3. Não temos um diálogo tão próximo com as empresas para entender as preocupações jurídicas de curto, médio e longo prazo, atuamos de forma passiva sanando as demandas que recebemos. 

4. Nossa comunicação é a mesma para todos, ou seja, disparamos o conteúdo com a mesma linguagem independente do nível de relacionamento, relação de parceria, intimidade, etc.

5. Não acompanhamos indicadores nas nossas ações para saber quais assuntos tiveram mais repercussão, desde a abertura do e-mail até o efetivo contato de clientes/parceiros para adentrar melhor a questão. 

6. Nossas ações não são constantes e planejadas, enviamos conteúdos apenas quando surgem assuntos interessantes e há tempo suficiente para produzir.

Poderia passar um bom tempo criando tópicos para relacionar possíveis erros dos grandes escritórios que atendemos, porém, acredito que alguns destes já são suficientes para chamar a sua atenção sobre apenas um dos pilares das ações de marketing jurídico no seu escritório:

Antes disso, precisamos enfraquecer um crença que talvez você tenha (comum e justificável para advogados que nunca obtiveram resultado com a prática):
 

“E-mail marketing não funciona, meus clientes não leem. Concordo com você, e-mail marketing nunca vi funcionar para escritório, mas se eliminar o marketing e tornar a mensagem interessante ao destinatário, certamente mudará sua opinião sobre a prática”.

O sermão mais importante é o seguinte:

Não seja chato enviando e-mails para falar de si mesmo, se queres compartilhar alguma premiação, menção honrosa ou até mesmo a criação de novas áreas em seu escritório, faça isso agregando valor ao destinatário, empacote esta mensagem junto com algum assunto que seja interessante ao mesmo.

Na dúvida sobre o que abordar em seus conteúdos, sugiro cinco regras simples para ter em mente e compartilhar com a sua equipe:

1. Falar sobre prevenção com orientações práticas, alertando para possíveis erros no presente ou falta de atenção para assuntos que podem gerar prejuízo no futuro, afinal, economia x aumento na lucratividade será sempre um bom motivo para chamar atenção e iniciar um diálogo.

2. Compartilhe soluções que possam resolver problemas reais, esqueça a ideia de que ao partilhar informações relevantes o seu cliente poderá não contratá-lo, a velha e boa técnica de persuasão (neste caso a reciprocidade) reforça sua necessidade de ser lembrado como autoridade no assunto.

3. Em nenhum momento deixe transparecer que você está tentando vender algo, não utilize mensagens como “vamos tomar um café, agendar uma reunião” ou algo do gênero. Tenha em mente que se você manter a frequência de entregar informações relevantes, o resultado é consequência.

4. Aplique a regra 1 x 1 – apenas um assunto principal no e-mail, além de deixá-lo mais objetivo e curto (lembre-se de que a grande maioria visualiza no celular), se sobrar conteúdo para outros e-mails é melhor, assim você pode inserir no final da mensagem um gatilho como “no próximo e-mail, abordarei sobre o assunto _________ (título atrativo) que também será de grande valia para a (nome da empresa ou do destinatário).”

5. Utilize softwares que permitem personificar as mensagens, ou seja, sempre citando o nome da empresa e da pessoa intercalando no conteúdo, a velha máxima de que o nosso nome é “música para os ouvidos” também se estende para o nome da nossa empresa.

Para fechar, observe um resultado prático que geramos para um dos grandes escritórios que atuamos especificamente no gerenciamento das comunicações por e-mail ao mailing com + de 8000 contatos

Assunto do e-mail: responsável por 50% do resultado, se colocar “qualquer coisa”, certamente seu e-mail passará despercebido, compartilho dicas para definir o assunto neste conteúdo sobre Copywriting, a melhor estratégica para ações de marketing jurídico.

Separação do mailing: observe que este e-mail foi direcionado para apenas 2.367 contatos do total de 8.000, a comunicação que refere-se a prevenção no âmbito tributário, foi adaptada para um público específico que o escritório mantém relacionamento.

Taxa de abertura – se a sua taxa de abertura para um mailing de clientes que já conhece seu escritório é inferior a 15%, fique atento, certamente a chamada “assunto” não está despertando a curiosidade como deveria.
 



No vídeo, complemento às orientações com mais alguns detalhes que podem gerar insights práticos para aplicar nas suas ações de marketing jurídico:
 

Por fim, reitero: na dúvida sobre o conteúdo não parecer interessante ao destinatário, não envie, escolha outro tema e não corra o risco de uma abordagem superficial, se deseja ser lembrado é preciso impactar.

Entre os softwares que recomendo para disparo dos seus e-mails, destaco:

www.connectadv.com.br (criada especificamente para o universo jurídico);
www.rdstation.com.br
www.sharpspring.com.br

Ficou com dúvidas? Deixe o seu comentário, terei o maior prazer em orientá-lo.

Abs.

Guilherme Barbosa
Especialista em Marketing Jurídico